Louca, eu?

No filme Garota, interrompida, Susana é diagnosticada como boderline, no fim da adolescência ela apresenta problemas típicos desta fase, entretanto, foi convencida
por seus pais a se internar em um hospital psiquiátrico, o que retrata a incompreensão da sociedade perante o diferente. Mas não podemos julgar os pais de Suzana, estes tão perdidos como tantos outros fizeram o que acreditava ser melhorpara a filha. Vamos voltar para a questão da diferença, o que é ser normal? As questões que afligiam Suzana não eram diferentes das questões de tantas outras garotas, então, será que são todas loucas?
Afinal, quem é normal neste contexto no qual não se suporta a infelicidade, a diferença, a alteridade? Aquele que grita e faz ouvir sua dor ou aquele que não se permite questionar a própria e aparente felicidade? Faço minhas as palavras de Nise da Silveira, felizmente eu nunca convivi com pessoas ajuizadas.

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Ana

Sou psicóloga, professora universitária, mestra em psicologia clínica e questionadora de fatos e condições que limitam o ser humano. Neste espaço escrevo sobre relacionamentos, cinema, pais e filhos, atualidades, universo feminino e educação. O divã é seu, fique confortável para olhar para si e revelar-se.

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